quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

"Que bom!", "Que tal?" e "Que pena!"

 

Atividade: Reflexões Biológicas



Objetivo:
Estimular a reflexão crítica e a argumentação sobre diferentes temas da Biologia, utilizando as expressões "Que bom!", "Que tal?" e "Que pena!"

  • Uso de vacinas e a erradicação de doenças
  • Desmatamento e perda de biodiversidade
  • Agricultura sustentável e agroecologia
  • Clonagem e engenharia genética
  • Espécies invasoras e seus impactos nos ecossistemas
  •  

    1. Preencher o quadro abaixo sobre o tema:

    Situação

    "Que bom!"

    "Que tal?" 

    "Que pena!"

    Uso de vacinas e a erradicação de doenças

    Algo positivo sobre o tema (exemplo: "Que bom que as vacinas ajudam a prevenir doenças!")

    Uma sugestão de melhoria ou questionamento crítico (exemplo: "Que tal investirmos mais em reflorestamento para recuperar áreas desmatadas?")

    Algo negativo ou preocupante sobre o tema (exemplo: "Que pena que muitas espécies estão ameaçadas pela ação humana.")

    Desmatamento e perda de biodiversidade




    Agricultura sustentável e agroecologia




    Clonagem e engenharia genética




    Espécies invasoras e seus impactos nos ecossistemas




    sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

    Criando uma ficha biológica para uma espécie híbrida

     

    Você já imaginou como seria uma espécie animal que combina características de dois animais completamente diferentes? Que tal misturar um peixe com um camaleão ou um escorpião com um caracol? Essa é a ideia da atividade “Criando Híbridos Fictícios”! Inspirada em conceitos ecológicos e biológicos, ela ajuda a aprender enquanto exercitamos nossa criatividade.

    Neste post, vamos explicar como os alunos do 7º ano podem criar a Ficha Biológica de uma Espécie Híbrida, explorando temas como adaptação ao ambiente, diversidade biológica e até mesmo evolução. 

    Passo a Passo para Criar a Ficha Biológica

    1. Escolha dos Animais que Formarão o Híbrido
    Comece pensando em dois animais bem diferentes: um vertebrado (como um peixe, pássaro ou mamífero) e um invertebrado (como um inseto, molusco ou aracnídeo). Para facilitar, pesquise os seguintes pontos:

    • Características principais: Como é o corpo do animal? Ele voa, nada ou rasteja?
    • Habitat: Onde ele vive? Floresta, oceano, deserto?
    • Adaptações: Quais são suas principais armas para sobreviver?

    Dica: Escolha animais com características interessantes ou inusitadas para criar combinações únicas!


    2. Nome Criativo para o Híbrido
    Dê um nome ao seu híbrido que misture os nomes dos dois animais. Exemplos:

    • Borboleta-lâmpada (Borboleta + Vaga-lume)
    • Caracatuçú (Caramujo + Tatu-bola)

    O nome deve ser curto e fácil de lembrar, refletindo as características do híbrido.


    3. Descrição do Híbrido
    Nesta parte, você será um verdadeiro biólogo, criando a descrição da nova espécie:

    • Características físicas: Como é o corpo do híbrido? Ele tem asas, patas, cauda? Que cores ou padrões apresenta?
    • Comportamento: O que ele come? Como interage com o ambiente e outros seres?
    • Defesa ou ataque: Ele é venenoso, camuflado ou tem garras afiadas?

    4. Habitat e Ambiente Natural
    Agora é hora de imaginar onde seu híbrido vive. Responda perguntas como:

    • Onde ele se sente mais confortável? Pode ser um lugar real, como uma floresta tropical ou um recife de corais.
    • Como ele se adapta ao ambiente? Por exemplo, um híbrido que vive em regiões áridas pode ter habilidades para reter água.

    5. Adaptações e Sobrevivência
    Conecte as características físicas e comportamentais às adaptações que o híbrido precisa para sobreviver. Pergunte-se:

    • Como ele escapa dos predadores?
    • De que forma ele consegue alimento?
    • Que características tornam essa espécie única?

    6. Criação Visual (desenho)
    Use sua imaginação para desenhar o híbrido em uma folha de papel ou em ferramentas digitais.

    • Capriche nos detalhes! Mostre como os dois animais se uniram em um só.
    • Inclua o habitat no desenho, se possível, para dar ainda mais contexto.

    Modelo de Ficha Biológica

    • Nome do Híbrido: (Ex.: Borboleta-lâmpada)
    • Animais Originais: (Ex.: Borboleta + Vaga-lume)
    • Características Físicas: (Ex.: Asas coloridas e delicadas com pontos bioluminescentes nas pontas.)
    • Habitat: (Ex.: Florestas temperadas e campos abertos.)
    • Adaptações: (Ex.: Mimetismo durante o dia e bioluminescência à noite para atrair parceiros e confundir predadores.)
    • Comportamento: (Ex.: Herbívoro, alimenta-se de néctar e pequenos insetos atraídos pela luz.)
    • Reprodução: (Ex.: Ovos são depositados em folhas iluminadas pela bioluminescência para proteção; larvas são bioluminescentes para dissuadir predadores.)
    • Posição na Cadeia Alimentar: (Ex.: Consumidor primário, predado por aves e pequenos mamíferos noturnos.)
    • Importância Ecológica: (Ex.: Polinizador essencial para diversas plantas e ajuda a controlar populações de pequenos insetos.)


    Reflexão Final

    Depois de criar a ficha biológica, apresente o híbrido para a turma. Explique por que ele seria bem-sucedido no ambiente que você escolheu e quais desafios ele enfrentaria. Essa troca de ideias ajuda a todos a compreender melhor como a biodiversidade funciona e como os animais reais se adaptam ao seu meio ambiente.

    A atividade é uma forma divertida de aprender sobre ecologia e evolução, usando a criatividade para imaginar novas possibilidades na natureza. 

    Giragato, um híbrido encantador de girafa e gato em um cenário lúdico de savana!



    segunda-feira, 18 de novembro de 2024

    Ameaça Invisível: A Invasão de Espécies Exóticas

     As espécies exóticas invasoras representam uma das maiores ameaças à biodiversidade global, atuando como um agente silencioso de degradação ambiental. Essas espécies, introduzidas em ambientes que não são os seus habitats originais, podem se adaptar, proliferar e competir com as espécies nativas por recursos essenciais, muitas vezes causando desequilíbrios ecológicos significativos.

    O Caso do Gato Doméstico

    Um exemplo emblemático de espécie exótica invasora é o gato doméstico (Felis catus), abandonados. Embora adorado como animal de estimação, quando abandonado ou criado sem controle, o gato transforma-se em um predador feroz. Estudos mostram que gatos ferais são responsáveis pela extinção de várias espécies de aves, répteis e pequenos mamíferos em diferentes regiões do mundo, especialmente em ilhas, onde as presas não possuem adaptações contra predadores introduzidos. Um caso alarmante é o impacto do gato sobre as populações de aves marinhas no Havaí, onde espécies nativas já vulneráveis enfrentam o risco de extinção.



    O Carrapicho e a Competição Vegetal



    No reino vegetal, o carrapicho (Bidens pilosa) ilustra como plantas invasoras podem alterar ecossistemas inteiros. Originária da América do Sul, essa planta se dispersa facilmente graças aos seus frutos com ganchos que aderem ao pelo de animais e às roupas humanas. O carrapicho é extremamente competitivo, ocupando rapidamente áreas degradadas e dificultando o crescimento de espécies nativas. Em pastagens, ele reduz a qualidade do solo e a disponibilidade de alimento para herbívoros.

    Impactos Gerais das Espécies Invasoras

    Além de impactos ecológicos, as espécies exóticas invasoras também afetam atividades humanas. Na agricultura, plantas invasoras competem com cultivos e aumentam os custos de produção, enquanto animais invasores podem transmitir doenças ou afetar populações de interesse econômico. Por exemplo, o javali europeu (Sus scrofa) causa danos consideráveis a plantações e solos no Brasil, onde foi introduzido para caça.

    Enfrentando a Ameaça

    O combate às espécies exóticas invasoras exige ações integradas, incluindo:

    • Prevenção: Controle rigoroso na introdução de espécies em novos ambientes.
    • Monitoramento: Identificação precoce de invasores para mitigar impactos.
    • Educação ambiental: Sensibilização sobre os riscos associados a espécies exóticas e o papel humano em sua dispersão.

    Reflexão Final

    Embora muitas vezes despercebidas, as espécies exóticas invasoras são uma ameaça invisível, mas devastadora, para os ecossistemas. Entender seus impactos e agir para prevenir sua disseminação é crucial para preservar a biodiversidade e garantir o equilíbrio ambiental para as futuras gerações.

    A Impercepção Botânica: Uma Reflexão Etnobotânica Sobre a Relação Humana com as Plantas

    "Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim o início no mundo. E eu serei para ti o início do mundo." Antoine de Saint-Exupéry, O Pequeno Príncipe.



     "A natureza é um templo onde colunas vivas deixam escapar somente confusas palavras." — Charles Baudelaire

    A impercepção botânica, conceito que aborda a ausência de sensibilidade e atenção às plantas em nosso cotidiano, reflete um distanciamento progressivo entre humanos e a natureza. Apesar da interdependência vital entre os seres humanos e as plantas, estas frequentemente passam despercebidas, sendo relegadas a um plano secundário em um mundo dominado pela valorização da tecnologia e do progresso.

    "O mundo é um jardim, mas também é um deserto."
    — Jorge Amado

    Do ponto de vista etnobotânico, este fenômeno destaca a negligência cultural em relação ao papel das plantas nas sociedades humanas. As plantas, responsáveis pela produção de oxigênio, alimento, remédios e abrigo, são muitas vezes percebidas apenas como elementos ornamentais, desprovidos de vida autônoma ou de um lugar ativo no equilíbrio ecológico.

    "A verdadeira sabedoria é saber que não sabemos nada sobre as plantas."
    — Aristóteles

    Em um sistema capitalista que prioriza o consumismo, a natureza frequentemente é reduzida a uma mercadoria. A exploração desmedida dos recursos vegetais reflete uma lógica de lucro que ignora a sustentabilidade e a preservação ambiental. Nesse contexto, as plantas são vistas como produtos descartáveis, destinadas a atender às demandas do mercado, enquanto suas funções ecológicas e culturais são desconsideradas. Tal abordagem aprofunda o distanciamento humano da natureza, reforçando a impercepção botânica e comprometendo os ecossistemas em longo prazo.

    "O amor pela natureza é o melhor remédio para as doenças do mundo moderno."
    — Jean-Jacques Rousseau

    Para superar essa impercepção e promover uma relação mais equilibrada entre humanos e plantas, é essencial:

    • Observar e respeitar as plantas como organismos vivos;
    • Compreender suas necessidades biológicas e ecológicas;
    • Incorporar áreas verdes e espécies vegetais nativas em espaços urbanos;
    • Ampliar a educação ambiental, enfatizando a importância cultural e medicinal das plantas.

    "Quando se ama a natureza, se ama a vida."
    — Jean-Jacques Rousseau

    A abordagem etnobotânica nos ensina que, ao reconhecer a relevância das plantas, também reconhecemos a interdependência entre as culturas humanas e os ecossistemas naturais. Assim, ao cultivarmos uma perspectiva mais consciente, podemos construir um futuro mais sustentável e harmonioso.

    "O futuro da humanidade depende da nossa capacidade de amar e respeitar a natureza."
    — Club of Rome

    A "impercepção botânica" refere-se à falta de atenção, reconhecimento ou valorização das plantas no cotidiano humano, mesmo considerando a importância crucial que elas desempenham em nossa sobrevivência e qualidade de vida. Esse conceito aborda um fenômeno cultural e educacional em que a conexão humana com as plantas é enfraquecida, seja pela falta de educação ambiental, pela urbanização ou por valores que priorizam o consumismo e a tecnologia sobre a natureza.

    Esse termo pode ser explorado em diferentes contextos, incluindo:

    1. Educação Ambiental: Como a sensibilização para a botânica pode contribuir para reverter esse cenário e promover uma maior conscientização ecológica.

    2. Etnobotânica: O estudo das relações entre povos e plantas, que destaca o impacto cultural e social das plantas e como a impercepção pode enfraquecer esses vínculos.

    3. Consumo e Sustentabilidade: A impercepção botânica está conectada à exploração de recursos naturais sem consideração pela sustentabilidade, o que leva à degradação ambiental.

    Referências

    AMADO, J. Jubiabá. São Paulo: Companhia das Letras, 1936.

    ARISTÓTELES. Historia Animalium. Tradução de D'Arcy Wentworth Thompson. Oxford: Oxford University Press, 350 a.C.

    BAUDELAIRE, C. As flores do mal. Tradução de Ivan Junqueira. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.

    CLUB OF ROME. Os limites do crescimento. Tradução de José Viegas. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1972.

    ROUSSEAU, J.-J. Emílio ou Da educação. Tradução de Antônio Sérgio. São Paulo: Abril Cultural, 1978.

    Links: 

    Revista UFG botânica pública: https://botanica.icb.ufg.br/p/24583-botanica-publica

    TCC: Estudo da cegueira botânica em uma escola pública do município de Cuité-PB, autor Richard Tarcísio de Lima Alves

    Jogos didáticos: https://www.coquinhos.com/




    quinta-feira, 10 de outubro de 2024

    Chaves dicotômicas

    Explorando um Ramo da Horta com Chave Dicotômica



    Turmas: 7º ano

    Duração: 2 aulas de 50 minutos


    Conteúdos:

    1. Classificação de plantas: Introdução às Angiospermas e características morfológicas.
    2. Uso da Chave Dicotómica: Método de identificação de plantas através da chave dicotómica.
    3. Características morfológicas de plantas: Tipos de folhas, caules, flores e raízes.
    4. Diferença entre Monocotiledóneas e Dicotiledóneas.

    Objetivos:

    • Introduzir os alunos à classificação de plantas utilizando chaves dicotómicas.
    • Promover o reconhecimento de características morfológicas de diferentes vegetais da horta.
    • Desenvolver a capacidade de observação e categorização de plantas com base em características visíveis.
    • Aplicar o conhecimento teórico sobre plantas monocotiledóneas e dicotiledóneas na prática.

    Habilidades:

    • Identificar plantas com base em características morfológicas visíveis (BNCC - EF07CI03).
    • Desenvolver a capacidade de tomar decisões com base na observação de características botânicas (BNCC - EF07CI07).
    • Aplicar o uso de chaves dicotómicas na classificação de seres vivos.
    • Relacionar o estudo das plantas com o cotidiano, observando os vegetais presentes na horta e no jardim.




     Atividade: Chave Dicotômica - Explorando um Ramo da Horta!


    1. O ramo tem folhas?

    (    ) Sim → Vá para a pergunta 2.

    (    ) Não → Pode ser uma cebola ou alho!


    2. As folhas são grandes?

    (    ) Sim → Vá para a pergunta 3.

    (    ) Não → Pode ser um ramo de salsa ou cebolinha!


    3. As folhas são lisas ou ásperas?

    (    ) Lisas - como um ramo de alface!

    (    ) Ásperas - como um ramo de couve!


    4. A folha tem bordas dentadas?
    (    ) Pode ser um ramo de espinafre!

    (    ) Não - outro um ramo de vegetal! Vá para a pergunta 5.


    5. A planta tem flores coloridas?

    (    ) Sim → Vá para 6

    (    ) Não → Pode ser uma samambaia ou um pinheiro (não são angiospermas)


    6. As pétalas da flor são bem visíveis?

    (    ) Sim → Vá para 7

    (    ) Não → As flores são pequenas e discretas. Pode ser uma grama ou um capim (monocotiledôneas)


    7. As pétalas da flor são longas e finas, como fitas?

    (    ) Sim → Pode ser um lírio ou uma íris (monocotiledôneas)

    (    ) Não → Vá para 8


    8. As pétalas da flor são largas e arredondadas?

    (    ) Sim → Vá para 9

    (    ) Não → Pode ser uma rosa ou um girassol (dicotiledôneas)


    9. As folhas da planta são longas e finas, com nervuras paralelas?

    (    ) Sim → Pode ser uma grama ou um bambu (monocotiledôneas)

    (    ) Não → As folhas são mais largas e com nervuras ramificadas. Pode ser um pé de feijão ou uma roseira (dicotiledôneas)


    10. O caule da planta é macio e verde (herbáceo) ou duro e amadeirado (lenhoso)?

    (    ) Macio e verde → Pode ser um tomateiro ou uma alface (herbáceas)

    (    ) Duro e amadeirado → Pode ser uma macieira ou uma mangueira (lenhosas)


    11. A raiz da planta é principal (uma raiz maior) ou as raízes são finas e numerosas?

    (    ) Raiz principal → Pode ser uma cenoura ou uma beterraba (raiz principal)

    (    ) Raízes finas e numerosas → Pode ser um milho ou uma cebola (raízes fasciculadas)


    Qual o seu Vegetal? ____________________


    Tabela comparativa dos órgãos vegetais

     Tabela comparativa dos órgãos vegetais (raiz, caule, folha, flor, semente e fruto) nos principais grupos vegetais: Briófitas, Pteridófitas, Gimnospermas e Angiospermas.

    Órgãos VegetaisBriófitas (Musgos)Pteridófitas (Samambaias)Gimnospermas (Pinheiros)Angiospermas (Plantas com flores)
    RaizNão possuem raiz verdadeira, possuem estruturas semelhantes chamadas rizoides.Possuem raízes verdadeiras, mas simples.Possuem raízes verdadeiras.Possuem raízes verdadeiras e complexas.
    CauleNão possuem caule verdadeiro, mas têm caulóide.Possuem caule simples e vascularizado (ex.: rizoma).Possuem caule lenhoso (ex.: troncos).Possuem caules variados: herbáceos ou lenhosos.
    FolhaNão possuem folhas verdadeiras, mas têm filoides.Possuem folhas com frondes (divididas em folíolos).Folhas aciculadas (em forma de agulha), adaptadas a ambientes secos.Possuem folhas variadas: simples ou compostas, com funções fotossintéticas e adaptativas.
    FlorNão possuem flores.Não possuem flores.Possuem cones ou estróbilos, mas não flores verdadeiras.Possuem flores verdadeiras (órgãos reprodutivos), com diversas formas e cores.
    SementeNão produzem sementes.Não produzem sementes.Produzem sementes nuas, sem frutos, geralmente abrigadas nos cones (estróbilos).Produzem sementes dentro dos frutos, resultado da fecundação das flores.
    FrutoNão possuem frutos.Não possuem frutos.Não produzem frutos, as sementes são expostas.Produzem frutos que protegem as sementes.

    Explicação:

    • Briófitas são plantas não vasculares e simples, que não possuem órgãos verdadeiros como raízes, caules e folhas. Em vez disso, possuem estruturas equivalentes como rizoides, caulóides e filoides.
    • Pteridófitas são plantas vasculares sem sementes, que possuem órgãos vegetativos bem desenvolvidos (raiz, caule e folhas), mas não produzem flores, sementes ou frutos.
    • Gimnospermas são plantas vasculares que produzem sementes, mas não flores ou frutos. As sementes ficam expostas nos cones.
    • Angiospermas são o grupo mais complexo, com todos os órgãos vegetais desenvolvidos, além de flores e frutos.

    segunda-feira, 30 de setembro de 2024

    Etnobotânica na sala de aula

     “Incorporar a etnobotânica nos currículos escolares é uma forma de resistência contra a homogeneização cultural, preservando os conhecimentos ancestrais das comunidades locais”.                                                                                                                                                                (Shiva)




    A etnobotânica é a ciência que estuda a relação entre os seres humanos e as plantas, especialmente em contextos culturais e tradicionais. Levar essa disciplina para a sala de aula oferece a oportunidade de conectar os estudantes com o conhecimento ancestral sobre plantas, promovendo a valorização das culturas locais, da biodiversidade e da sustentabilidade. Além disso, contribui para que os estudantes desenvolvam um olhar crítico sobre a preservação da natureza e dos saberes tradicionais.


    Conteúdos:

    • Definição de etnobotânica e sua importância.
    • Relação entre povos tradicionais e o uso de plantas (medicinais, alimentícias, ritualísticas).
    • Diversidade da flora local e regional.
    • Preservação dos conhecimentos ancestrais sobre o uso de plantas.
    • Sustentabilidade e conservação da biodiversidade.

    Objetivos:

    Objetivo Geral:

    • Valorizar e compreender a importância do conhecimento etnobotânico para a preservação das culturas tradicionais e da biodiversidade, integrando esses saberes ao cotidiano escolar.

    Objetivos Específicos:

    1. Explorar o conceito de etnobotânica e sua relevância para as comunidades tradicionais e para o ambiente.
    2. Reconhecer a importância das plantas na vida das pessoas e suas diversas aplicações (medicinais, alimentares, culturais).
    3. Investigar as plantas da região, identificando usos tradicionais e etnobotânicos.
    4. Promover o respeito e a valorização das culturas tradicionais e dos seus conhecimentos ancestrais.
    5. Incentivar práticas de conservação da biodiversidade e o uso sustentável dos recursos naturais.

    Habilidade (BNCC):

    • (EF06CI11) - Identificar e valorizar o conhecimento tradicional associado ao uso de plantas em comunidades locais, relacionando-o às práticas científicas e aos conceitos de sustentabilidade.

    Atividades:

    1. Introdução à Etnobotânica:

      • Aula expositiva dialogada sobre o conceito de etnobotânica e a importância da preservação do conhecimento tradicional.
      • Discussão sobre a citação de Vandana Shiva, refletindo sobre como o conhecimento etnobotânico é uma forma de resistência cultural.
    2. Pesquisa de Campo:

      • Os alunos podem realizar uma pesquisa de campo no entorno da escola ou em suas casas, coletando informações sobre plantas utilizadas tradicionalmente (alimentação, cura, ornamentação). Cada aluno entrevista um familiar ou um membro da comunidade para descobrir quais plantas são utilizadas e com qual propósito.
    3. Herbário Etnobotânico:

      • Criação de um herbário coletivo com exemplares de plantas locais e suas respectivas utilidades tradicionais, como remédios caseiros ou alimentos. O herbário deve conter descrições, desenhos e fotos das plantas.
    4. Seminário sobre Conhecimentos Tradicionais:

      • Os alunos se organizam em grupos para preparar uma apresentação sobre as plantas pesquisadas e seus usos tradicionais. Devem relacionar essas práticas à sustentabilidade e ao respeito pela biodiversidade.
    5. Oficina de Produtos Naturais:

      • Com orientação, os alunos podem participar de uma oficina para a criação de produtos naturais a partir de plantas, como infusões ou cosméticos simples, com base em conhecimentos etnobotânicos.
    6. Conscientização Ambiental:

      • Reflexão sobre como a valorização dos saberes tradicionais pode contribuir para a conservação das plantas e do meio ambiente. Discussão sobre as ameaças à biodiversidade e a importância do uso sustentável dos recursos naturais.

    Avaliação:

    • Participação nas atividades práticas e teóricas.
    • Qualidade da pesquisa e do herbário, incluindo clareza nas descrições e respeito pelo conhecimento tradicional.
    • Apresentações dos grupos sobre as plantas e a análise da integração dos conceitos de etnobotânica com a sustentabilidade.

    Considerações Finais:

    A integração da etnobotânica nos currículos escolares possibilita que os alunos se conectem com suas raízes culturais e com o meio ambiente de forma prática e crítica. Ao valorizar os saberes tradicionais, a escola se transforma em um espaço de resistência à homogeneização cultural, contribuindo para a preservação do conhecimento ancestral e da biodiversidade.

    Referencias

  • SHIVA, Vandana. Biopirataria: a pilhagem da natureza e do conhecimento. São Paulo: Editora Madras, 2001.

  • CUNHA, Murilo Paglia da. Etnobotânica: uma introdução à ciência das plantas e seus usuários tradicionais. São Paulo: Interciência, 2006.

  • AMOROZO, Maria Cristina de Mello. Etnobotânica aplicada à educação ambiental. In: DIEGUES, Antônio Carlos Santana (Org.). Etnoconservação: novos rumos para a conservação da natureza. São Paulo: Editora Hucitec, 2000. p. 78-92.

  • ALMEIDA, M. W. B.; GARAY, I.; LIMA, L. A. Educação ambiental e etnobotânica: a importância do conhecimento tradicional na conservação da biodiversidade. Rio de Janeiro: Garamond, 2005.

  • SIMÕES, Cristina; SAURA, Silvia. Etnobotânica: conceitos, métodos e aplicações. São Paulo: Editora USP, 2004.



  • "O que mais precisamos é de um novo modo de olhar o mundo, um novo modo de conhecer e aprender. E esse modo tem que integrar a sabedoria que já existe nas comunidades e nos povos que conhecem aspectos a natureza" (MIA COUTO)